Barra de vídeo

Loading...

Drive! - Um ponto de vista.

Quem melhor para representar o Drive
do que Bon Scott?
Drive (ou rasgado) é um dos assuntos que mais interessam aos cantores de rock; Como fazê-lo? e como se faz da forma correta?
Infelizmente não há muito a dizer sobre isso. A única coisa que pode-se garantir sobre o aprendizado do drive é que não deve-se seguir nenhum procedimento dado em vídeos do youtube, nem em textos, mesmo escritos por vocalistas competentes. É um processo interno, trabalha uma simultaniedade entre o golpe de apoio e a ressonância craniana: não é algo que dê pra imitar de ouvido como padrões melódicos. Além do mais o cara do vídeo não está te escutando e o procedimento que ele está fazendo pode não estar sendo imitado da forma correta, mesmo com emissão sonora semelhante.

Exercícios que ensinam a fazer drive simulando rangidos apenas ensinam o sujeito a fazer o rasgado atritando as pregas vocais- que é justamente a maneira de fazer que deixa o sujeito afônico em 3 ou 60 minutos (dependendo da agressividade das canções) porque as pregas vocais incham com o atrito repetido. É mais fácil aprender drive correto pra quem nunca fez do que corrigir os vícios de quem aprendeu a fazer rasgado atritando as pregas vocais.

Com paciência, é possível aprender o Drive sozinho, praticando aos poucos porque no início ele cai na garganta mesmo, especialmente em sons abertos (a, é,ô). Um professor ou colega experiente que possa te ouvir fazendo, pode dar dicas de ouro e ajudar a cortar caminhos; a técnica exige disciplina respiratória.
Vale lembrar que vozes de textura escura apresentam mais facilidade em desenvolver esta especialidade, por sua natureza encorpada e ataque mais brusco e esforçado, enquanto as vozes de textura clara e leve, por seu aspecto doce e melódico, demandam mais disciplina e maturidade interpretativa para desenvolver o drive.

Para a maioria dos cantores, o drive é aprendido na base do auto didatismo;
Frequentemente demora-se a arriscar o rasgado, pois ouve-se histórias medonhas sobre danos sérios causados por negligência técnica, especialmente em meios de técnica mais tradicional,como a lírica.
É uma técnica elaborada sim, exige dedicação sim, demora a ser aprendida, mas o medo de tentar nunca ensinou ninguém a fazer nada.

Por isso sou totalmente contra qualquer tipo de paranóia técnica, como "ó, isso é muito complicado, você tem que saber o que está fazendo porque os danos são irreparáveis!!", enfim, exageros que mais servem para apavorar o sujeito antes mesmo dele tentar qualquer prática interpretativa mais ousada ou misteriosa.

Quer saber? Meta-se a fazer! quem não arrisca não petisca.
Mas não siga materiais didáticos de procedência duvidosa, porque quem sabe realmente fazer essas coisas sabe que não existem fórmulas mágicas para o aprendizado interpretativo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários